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Pretérito é nosso selo para narrativas do eu, reais ou ficcionais. Escritas normalmente em primeira pessoa, essas narrativas têm efeito terapêutico, memorialístico, catártico. Escrever historias é uma experiência de autoconhecimento.

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Brincando no Jardim de Cronos

Contos

Claudio Rosenbaum

O tempo, o passar do tempo, sua morosidade ou sua aceleração. Não importa a velocidade com que o sinta, o tempo é sempre implacável. Não poupa a mim, a você, a ninguém.

 Cronos, o titã aqui citado e em torno do qual se brinca, manteve-se acima do contar das horas, poderoso e controlador, em seu papel de deus. Tom, Toninho e Beto, protagonistas dessas histórias, são com uma flexibilidade do tempo agraciados, mas em sua condição de homens. E é aí que começa a experimentação, a brincadeira, as diferentes formas de amar e viver.

Com bom humor e sarcasmo típicos seus, e com uma prosa fluente e agradável, Rosenbaum brinca, via seus personagens, com conceitos paradoxais de desvio/retidão, liberdade/tradição, e com a delicada questão da ética, flexibilizada de acordo com a cultura, a época e a tendência ideológica em que seus protagonistas se encontram. É leitura para divertir e desafiar.

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Manipuladoras

Romance

Sergio Farias

“Sexo não é tudo, mas é 100%”. Assim começa esse livro, logo na epígrafe. E se essa afirmação diz ou não a verdade, isso é muito relativo. Depende do que é tudo para você, e de quem você é. Para o protagonista dessa história, no entanto, o sexo é quase tudo, pois, para a soma fechar 100%, é preciso um pouco mais:  aventura,  paixão, risco.

Na casa dos 50, boa pinta, com hábitos de consumo sofisticados e ouvidos atentos para a música, nosso narrador-personagem, a partir de  um retrospecto de sua vida amorosa-sexual desde a adolescência, reconhece-se um autêntico solitário e acaba se envolvendo numa organização misteriosa composta por mulheres belíssimas e manipuladoras.  Será nesse cenário regado a muito sexo e consumo,  que ele julgará ter encontrado o amor. Ou não. Melhor nem pensar...

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Esperanças de Sofi

Elisangela Motta Teixeira

 Feito aquelas colchas de retalhos que, em tempos de escassez e economia, as antigas avós costuravam para os leitos das casas, este livro junta fragmentos de memórias, de variados matizes, para formar o seu todo colorido. 
São pedaços de sonhos, desejos, emoções e, sem dúvida, muitas esperanças – de cura, de superação, de transformação, de dias melhores –, que a autora vai unindo, conforme o fluxo das lembranças, para criar uma estória que pode ser a de muitas mulheres do interior brasileiro. 
O mundo de Sofi – nossa protagonista – vai mudando a cada página, e o que antes era o cenário de uma menina que vivia um drama passa a ser o espaço aberto por uma adulta decidida a buscar a própria independência, sua autoestima e uma vida mais feliz. Para isso, como se fosse uma vendedora de esperanças, deixa à mostra o coração, cujas revelações decerto irão servir de inspiração a muitas pessoas.